O Patíbulo como Vocação II – Re(re)ativando

Posted on maio 7, 2010

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- Não vai me dizer que tava com medinho de entrar no octagon das idéias novamente, seu mencheviquezinho.

Pois bem, depois deste tempo todo cobrindo a minha viagem e escrevendo sobre ela, vou voltar a postar aqui. Enfrentei uma certa dificuldade quanto a retomar minhas atividades blogueiras, porque me questionava sobre a validade continuar com este blog, ou iniciar outro.

Este blog começou como um noticiário do período que eu ia morar em Zooropa, terra dos bufões. Estava em Londres, agora-terra dos Conservadores e demais animais do laissez-faire, e fui colocando o que via por lá, aliado a alguma análise social. Depois comecei a tour, oportunidade fantástica, e misturei os relatos com um tanto de quase-lirismo e uma ainda sociologia teimosa. Agora que estou de volta no Brasil, me questionava se valia a pena realmente continuar com isto aqui.

Apesar dos comentários contrários da mídia marrom russa, o dono do blog foi flagrado em foto de vida passada, acompanhado de alguns colegas de faculdade, usando vermelho, cor da moda outono-inverno de 17.

Acho que sim. Estou nas portas de começar meu doutorado, lendo muito, estudando muito, e naturalmente acabo por refletir em tudo que aconteceu, sob as luzes dos autores novos que me chegam. Tenho muito o que dizer, e também a treinar, já que agora minha prosa acadêmica tem que se revestir de uma competência maior, se quero continuar galgando a escada acadêmica do saber infinito e da arrogância e soberba sempre presentes, marcas dos egos imaculados dos senhores de toga.

A idéia agora é trazer alguns temas de caráter mais sociológico, mas claro, com aquele espaço para tangenciar outras marés, ou fofocas. Acaba o teabreak para começar o quatro tradições. “Quatro Tradições” são o número de correntes sociológicas vistas como “clássicas”: a tradição do conflito (Marx e Weber, ideologia, mobilização, idéias enquanto armas); a teoria racional-utilitarista (escolha; ingleses e demais liberais); a tradição durkheimiana (o francês pai da sociologia, solidariedade, símbolos e rituais sociais) e a tradição microinteracionista (a sociedade está na própria mente; o cotidiano enquanto palco da realidade social; interacionismo simbólico). A partir de agora, o exercício é de adotar e adaptar essas tradições com as minhas.

No mais no mais, quero agradecer o pessoal que o meu dashboard ali acusa de estar visitando com frequência isto aqui, mesmo no meu período de ausência demorada. O carinho e as discussões são sempre bem vindas.

- peace out

Sigamos.

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