ZTCT2009: Pisa & Siena

Posted on outubro 5, 2009

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A minha versão da velha piada.

A minha versão da velha piada.

Bem, finalmente consegui um tempo pra atualizar as coisas aqui. O problema de atualizar o blog é que eu preciso parar e ficar mais de alguns dias num mesmo lugar para sentar e colocar as coisas nos trilhos. Entretanto, quando dou essas paradas, eu aproveito pra sair, tomar minha cerveja, aproveitar um tanto da noite, que viver só de dia cansa. E como o álcool é um forte inibidor da minha criatividade, a ponto de não entender a segunda geração romântica, ficam as lacunas.

A vista de cima da torre. Na frente a Catedral, atrás o batistério, acredito eu, porque afinal, a torre tira a atenção do resto. Ah sim, vale dizer que subir a escadaria de uma torre inclinada foi também um desses momentos surreais da viagem. Você tem a sensação de que vai cair, todo o tempo.

A vista de cima da torre. Na frente a Catedral, atrás o batistério, acredito eu, porque afinal, a torre tira a atenção do resto. Ah sim, vale dizer que subir a escadaria de uma torre inclinada foi também um desses momentos surreais da viagem. Você tem a sensação de que vai cair, todo o tempo.

Feitas as explicações necessárias, sigamos. O post é curto porque a passagem pelas cidades foi curta: meio dia em cada. Eu saí de Florença, e fui pra Pisa e passei uma tarde lá. Depois fui direto para Siena, dormi e então na manhã do outro dia fiz o passeio.

Eu JURO que não quis fazer piada, e até pensei em ficar sério na foto. Acho que alguma alma penada galhofeira me empurrou pro lado, é a única explicação que acho.

Eu JURO que não quis fazer piada, e até pensei em ficar sério na foto (nota-se na minha pose e cara de historiador). Acho que alguma alma-penada galhofeira me empurrou pro lado: é a única explicação que acho.

Bem, Pisa todo mundo sabe o que tem lá, e fui lá pra ver isso e fazer aquelas fotos ridículas, fazendo piada com o erro de engenharia dos outros, onde se tenta algo novo, mas nunca consegue. A cidade não tem nada fora essa praça central onde fica a torre, que é muito velha e que custa 15 euros para subir. Coisa normal na Itália: você sempre paga caro pra ir nos lugares. Eu sempre me irritava de lembrar do preço do Louvre, para não dizer de não ter desembolsado um pound sequer pros museus de Londres. Paguei pra entrar em Westminster, e agora pensando, vejo que nunca vamos parar de pagar “dízimos” para as igrejas, independente da orientação delas. Sei que custa dinheiro conservar e restaurar, mas acho que o preço pedido sempre é maior do que o realmente gasto.

Qualquer semelhança com Florença não é mera coincidência [1]

Qualquer semelhança com Florença não é mera coincidência.

Siena é dessas cidades medievais: em cima do morro, cheia de ruas de pedestre que carro não entra, sem saída e confusa. Fiquei mais tempo esquivando de contra-mão do que realmente de fato procurando hotel. Por conta disso, tive que sair e me hospedar fora da cidade. No outro dia voltei pra cidade e fiz o tradicional tour. Tinha lido que o Duomo de lá era um dos mais famosos da Itália, e realmente não me decepcionei: outro trabalho primoroso do Di Cambio e companhia. Fora isso foi o fato que infelizmente cheguei algumas semanas depois dos “Palios”, as corridas de cavalo que fazem a fama da cidade, e não pude assistir ao espetáculo.

Isso é dentro do Duomo. Interessante dessa foto são esses objetos na parede. Estão relacionados a graças recebidas em recuperação de acidentes, de problemas, etc, como dá pra ver pelos capacetes de moto, abundantes por sinal. Isso é a versão católica das chamadas "oferendas votivas", um gesto religioso que existe desde a antiguidade. Como se vê, as tradições se misturam e se completam, muito mais do que se excluírem.

Isso é dentro do Duomo. Interessante dessa foto são esses objetos na parede. Estão relacionados a graças recebidas em recuperação de acidentes, de problemas, etc, como dá pra ver pelos capacetes de moto, abundantes por sinal. Isso é a versão católica das chamadas "oferendas votivas", um gesto religioso que existe desde a antiguidade. Como se vê, as tradições se misturam e se completam, muito mais do que se excluírem.

Bem, feito o passeio eu mirei o carro na direção da jóia do Lazzio: Roma. A excitação só crescia no caminho. Almocei em um posto de gasolina em algum lugar da Umbria, rápido, porque tudo que eu queria era chegar logo. Roma sempre foi um sonho pra mim, um sonho de conhecer, de estar, de ver, de apalpar.

"O púlpito de Siena, feito em mármore de Carrara, foi esculpido em 1265, por Nicola Pisano e seu filho, Giovanni Pisano, bem como seus assistentes Arnolfo di Cambio, Lapo di Ricevuto e vários outros artistas. É a obra mais antiga da igreja. Nicola Pisano ganhou essa encomenda a partir de seu trabalho no púlpito de Pisa. Esse em Siena é mais ambicioso e é considerado sua obra-prima. Toda a mensagem do púlpito é centrada na doutrina da Salvação e no Julgamento Final. A escadaria foi feita em 1543 por Bartolomea Neroni. Mostra as influência do Gótico do norte, adaptados por Pisano, e ainda várias influências clássicas". (Wikipédia).

"O púlpito de Siena, feito em mármore de Carrara, foi esculpido em 1265, por Nicola Pisano e seu filho, Giovanni Pisano, bem como seus assistentes Arnolfo di Cambio, Lapo di Ricevuto e vários outros artistas. É a obra mais antiga da igreja. Nicola Pisano ganhou essa encomenda a partir de seu trabalho no púlpito de Pisa. Esse em Siena é mais ambicioso e é considerado sua obra-prima. Toda a mensagem do púlpito é centrada na doutrina da Salvação e no Julgamento Final. A escadaria foi feita em 1543 por Bartolomea Neroni. Mostra as influência do Gótico do norte, adaptados por Pisano, e ainda várias influências clássicas". (Wikipédia).

Todo mundo tem esse lugar, eu na verdade tenho mais de um, mas a cidade-da-margem-de-lá-do-rubicão sempre me fascinou. Quando apareceu a placa me avisando que eu deixava a Itália para entrar em Roma, eu dei um longo suspiro e desamarrei a sandália. A sensação que eu tive foi de voltar pra casa.

Museu do Duomo.

Museu do Duomo.

Mal sabia eu o que a deusa me reservava.

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