ZTCT2009: Lisboa-Poitiers-Paris.

Posted on agosto 29, 2009

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Eu, Emília, Estrada. (Foto da Maini)

Eu, Emília, Estrada. (Foto da Maini)

Saímos de Lisboa aos 21 de agosto. Sol, calorzinho gostoso e muito chão: de lá até Paris são mais de 1700 kms, aproximadamente. Poisé, pra gente que mora nesse país de 8.511.965 km/2 é uma viagem até o rio de janeiro, bem ali. Aqui você atravessa dois países e termina no norte da França. De qualquer maneira, é muito chão. Eu nunca tinha dirigido muito assim, porque gosto de ir parando, fazendo fotos, etc. Mas como o pessoal que estava comigo estão aqui com prazos (amigos de Brasília em passeio pela Europa) o jeito foi enfiar o pé no acelerador e ver até onde dava pra ir num dia de viagem.

Dois passos do paraíso. (Foto da Maini)

Dois passos do paraíso. (Foto da Maini)

Saímos de Lisboa por volta do meio dia, depois de buscar o carro, fazer as compras necessárias, etc. Almoçamos em Salamanca, já no norte da Espanha. Eu estive lá em 2007, e foi uma das cidades dessa terra querida que mais me agradaram (sou presidente do fã clube da España, o país mais agradável da Europa, de longe). É uma cidade universitária, cheia de gente jovem, com uma cultura acadêmica forte e muito antiga. O clima da cidade transpira isso, e é bom notar o quanto isso respalda num cosmopolitismo recheado de respeito pelo estrangeiro e pelo turista que lá chega. Na primeira vez que lá fui, passei alguns dias, fiz passeios, encontrei brasileiros nas ruas, fui em festas. Enfim, recomendo fortemente uma passada por lá, para quem quer andar por aqui.

Foto velha também vale. Essa é de 2007. Tinha deixado minha cam no carro, que a visita era coisa rápida mesmo. Anyway, Catedral de Salamanca.

Foto velha também vale. Essa é de 2007. Tinha deixado minha cam no carro, que a visita era coisa rápida mesmo. Anyway, Catedral de Salamanca.

Foi muito bom pisar lá de novo, e encontrar os mesmos lugares de antes. De me embrenhar pelas ruas e achar os pontos turísticos, e até o mesmo restaurante que comi da vez que lá estive. Entrei novamente na Catedral, revi as esculturas dos santos sem as mãos, afetadas pelos terremotos de Lisboa de 1755 e fiz essa viagem no tempo gostosa, onde você se reencontra com um seu eu-do-passado-recente e se pergunta o que mudou em você no intervalo que demorou para estar no mesmo lugar de novo.

Foto velho também valhe. Essa é de 2007. Eu tinha deixado minha cam no carro, porque realmente era coisa rápida a visita.

Outra foto de 2007, de Salamanca. O detalhe dos efeitos do terremoto de Lisboa nas mãos da esculturas fora da Catedral.

Fizemos alguns vídeo e fotos, e fomos embora que estávamos na corrida contra o relógio. Pé no acelerador de novo, rumo à França.

Era noite já quando adentramos a fronteira, e passamos pelos Pirineus. Não tivemos como apreciar aquele amontoado de pedra que segurou os mouros, juntamente com a espada de Carlos Martel. O certo é que eu já estava dirigindo o dia todo, sozinho, e o cansaço ia aos poucos se avizinhando. Mais de 15 hrs e 1250 km’s, chegamos a Poitiers. Foi uma experiência dirigir tanto tempo assim. Eu fui muito rápido, visto que esse tempo conta a parada para almoçar em Salmanca e uma voltinha que demos por dentro de Bordeaux. De qualquer maneira, nunca mais repito a gracinha. Fiquei uns 2 dias para conseguir me recuperar do cansaço e do stress de me manter atento tanto tempo.

Dormimos uma dormida rápida em Poitiers, e no outro dia cedo fomos já para Paris. No caminho fui pro banco de trás, Ricardo assumiu a direção, e eu dormi, que era tudo que conseguia fazer. Ainda sim fiz algumas fotos do caminho, dei risada e acordei na hora que entramos em Paris.

Por "foto no caminho", eu quis dizer isso.

Por "foto do caminho", eu quis dizer isso.

Por isso, não tenho muito o que falar de Poitiers. Cidade pequena, tipicamente francesa. Fiquei procurando uma estátua do Carlos Martel, mas não achei. Dormimos no velho e bom Ibis, só que esse dentro da cidade, depois de rodar atrás de hotel a cidade toda, achamos esse com acomodação para nós todos (éramos em 4). Foi entrar, dormir, acordar, ir pra estrada. Enfim, toda viagem tem disso, você acaba estabelecendo prioridades e atropela o resto.

Bem, era tarde quando entramos na cidade-luz. Terceira visita minha a ela, primeira de carro. E, claro, como bom filho de Nabuco, eu não vou falar de Paris em um parágrafo, mas sim em um post, o próximo no caso.

Momento "Ih, ah lá Paris!"

Momento "Ih, ah lá Paris!"

Au revoir.

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